quinta-feira, janeiro 05, 2006

Europa polui de mais

Artigo no JN de 05.01.2006 por Eduarda Ferreira

Famílias Gastos de energia vêm aumentando, sobretudo com climatização e equipamentos de última geração Embalagens terão mais peso no ambiente pelo tipo de alimentação rápida

A Europa está a gastar de mais o seu ambiente e o de outras regiões do Mundo em tudo o que diz respeito à alimentação, habitação, transportes e turismo. As despesas domésticas em que estes factores se incluem cresceram, desde 1990 até 2002, em cerca de um terço por pessoa nos 15 países da União Europeia (UE), ainda que Portugal seja aqui o mais humilde (sete mil euros/ano, contra os 16 mil em França).

A tendência geral leva, contudo, a Agência Europeia do Ambiente (AEA) a lançar alguns alertas no seu último relatório ainda que o impacto ambiental de cada agregado seja pequeno face às actividades produtivas, os milhões de lares europeus contribuem muito para problemas ambientais, como as alterações climáticas, a poluição do ar e da água, os resíduos e a ocupação dos solos.

O dobro em 2003

Em média, cada pessoa da Europa dos 25 tem um consumo anual directo de 16,5 toneladas de produtos, diz o relatório da AEA, advertindo também para que a tendência vai no sentido de um aumento das despesas domésticas para o dobro, em 2030. Os nossos padrões de consumo têm vindo a mudar, admite-se no documento, que lembra o papel das escolhas individuais na preservação ambiental.

Tendências já no terreno, indicam maiores gastos em viagens, na compra de segundas casas e na saúde, estando este último factor relacionado com o aumento da população.

Cerca de um terço do total do impacto ambiental causado pelos agregados tem a ver com a alimentação e bebidas. E aí estão incluídos impactos causados pela emissão de gases com efeito de estufa pelo gado, os impactos na água e os directamente provocados pela indústria de transformação e pela agricultura.

Os lares europeus dos 15 contribuem com 10% das emissões de CO2 (dióxido de carbono) e isto revela já o aumento nos consumos de energia dos últimos anos, particularmente com a climatização das casas.

O aumento do número de electrodomésticos e equipamentos electrónicos é também responsável por isto. Por outro lado, cresce a tonelagem de resíduos recolhidos pelos municípios, bem como o volume de materiais provenientes de demolições, de embalagens e de equipamentos como os computadores.

Amigos do ambiente

Muitos destes impactos negativos, considera a AEA, poderão ser atenuados através de medidas legais e de informação aos consumidores, para que estes adoptem comportamentos mais amigos do ambiente. No entanto, há tendências como a da maior mobilidade e o turismo que dificilmente podem ser contrariadas. Cerca de 60% das chegadas internacionais de turismo convergem para a Europa, sobretudo para a região do Mediterrâneo, e o tráfego aéreo está a crescer muito mais que as economias, contribuindo em muito para a emissão de gases com efeito de estufa. Uma maior eficiência na produção, com menores gastos de água, energia e outros recursos, não tem bastado para compensar o aumento dos consumos dos europeus .

6 Comments:

At 2:38 da tarde, Blogger joao firmino said...

Boa Tarde Pedro Rocha:

Muito obrigado pelo seu comentário ao texto que "postei" hoje no Círculo de Poesia. E também pela sua indicação para ler o Blog do recente escritor português - Paulo.
Fui ver e realmente identifiquei-me logo com os poemas.
Quanto ao seu blog, também vim espreitar e vejo que é um alerta para as questões ambientais.
O seu texto faz-me lembrar o princípio da existência das civilizações: quando o balanço entre o que as pessoas consomem e os recursos naturais é positivo, a dita civilização sobrevive e progride; quando aquele balanço é negativo, que é a conclusão do seu texto, a dita civilização irá entrar em declínio e terminar a sua existência.
Esteremos a preparar uma espécie de autofagia da civilização? Ou será um tempo de passagem?
Força e um abraço,
João Firmino

 
At 3:51 da tarde, Blogger Solariso said...

Caro João,

Quanto ao texto; não fui eu que o escrevi mais sim a Eduarda Ferreira, tendo o artigo saido no Jornal de Noticias de 05.01.2006.

Quanto à interpretação, acho que quando o balanço a que se refere é negativo, é verdade que a civilização entra em declinio, mas isso não significa que termine a sua existência.
Talvez a sua existÊncia termine dentro da realidade que hoje conhecemos. Ai sou optimista e acredito fortemente na mudança, existindo mesmo fortes indicadores que a mudança estará para breve.

 
At 11:44 da tarde, Blogger A.J.Faria said...

Olá, Pedro!
Vejo que te preocupas com as questões ambientais.
Acho que o post reflecte uma chamada de atenção para os desequilibrios existentes na relação do homem com a natureza.
Tenho esperança que lentamente irá uma maior sensibilização para este problema, de modo que possa haver as transformações necessárias para uma efectiva mudança de mentalidades.
Um grande abraço,

 
At 2:06 da manhã, Blogger Jorge Moreira said...

Acabei de conhecer este espaço.
A notícia do post já conhecia e fala por si.
Achei simplesmente fantástica a frase que colocas no topo do Blog:"O Meio Ambiente deve ser mais do que apenas a preocupação, a conservação e a protecção. O Meio Ambiente deve ser a base filosofica para a Evolução da Humanidade e continuidade da Vida no Planeta Terra." Subscrevo na íntegra.

Grande Abraço e Bom fim de semana

 
At 9:37 da manhã, Blogger CARMO said...

É tudo muito bonito mas infelizmente "quem paga a banda é quem escolhe a música". E as mentalidades demoram a mudar... a luta essa tem de continuar!

 
At 11:15 da manhã, Blogger Solariso said...

Caro Sérgio,

Estou de acordo contigo, mas acredito profundamente na mudança de mentalidade, no ganho de uma consciência mais ambiental e mais solidária.
Acredito que a nova mentalidade está a nascer e a crescer.
Desde a decada de 70 que uma nova consciência surge, mas só agora essa consciência iniciou a sua grande fase de crescimento.
Certamente demorará o seu tempo. Certo mesmo é que tudo irá mudar na próxima decada. Acredita

 

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