quinta-feira, outubro 27, 2005

Eco-Sapiens I: Dalai Lama

Sua Santidade o Dalai Lama é hoje uma das mais reconhecidas e admiradas personalidades dos tempos modernos.

Vencedor do prémio Nobel da Paz em 1989, também Dalai Lama aborda a importância da preservação e respeito pelo ambiente como factor essencial à evolução da humanidade.

Deixo alguns excertos que traduzo do seu discurso de 11 de Dezembro 1989, na cerimónia de atribuição do Prémio Nobel da Paz.

discurso completo em inglês

"...todos nós partilhamos este pequeno planeta terra, temos de aprender viver em harmonia e paz entre nós e com a natureza. Isso não é apenas um sonho mas uma necessidade."

"A verdadeira paz com nós mesmos e com o mundo à nossa volta pode apenas ser alcançada através do desenvolvimento da paz mental."

"...vemos que um ambiente limpo, saúde ou democracia significam pouco face à guerra, especialmente a guerra nuclear, e que o desenvolvimento materialista não é suficiente para assegurar a felicidade humana."

"...temos de desenvolver um sentido de responsabilidade universal não apenas em termos geográficos, mas também em relação aos diferentes temas com que o nosso planeta é confrontado."

"...muitos países, particularmente no norte da Europa, têm repetidamente apelado para o fim da perigosa destruição do Ambiente que tem sucedido em nome do desenvolvimento económico,..."

"É o meu sonho que todo o Planalto do Tibete se torne um refúgio livre onde a humanidade e a natureza possam viver em paz e nm equilíbrio harmonioso."

Apenas partes de um discurso de Dalai Lama.

terça-feira, outubro 25, 2005

Erva da Semana XI: Três Momentos

Bem-vindos a mais uma Erva da Semana,

Nesta semana ocorre-me escrever sobre três momentos de leitura, que surgem do contacto com dois trabalhos deixados em Blogs e sobre a última noticia resultante do manifesto publicado pela Oikos sobre o índice de pobreza em Portugal na Comemoração do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.

Chamo à leitura de momentos por cada uma dessas peças me ter levado a uma reflexão, que em minha opinião no seu conjunto dá uma visão global dos problemas mais graves vividos pela sociedade de hoje e que necessitamos urgentemente de resolver.

Farei uma abordagem breve a cada um deles, mas não prolongar-me-ei, até porque de nada valerão as minhas palavras se não forem lidas essas três peças.

1- O Desenvolvimento Ecologicamente Sustentado...

Este artigo, maravilhosamente escrito pelo Prof. Dr. Jacinto Rodrigues, pode ser encontrado no Blog Desenvolvimento Ecologicamente Sustentável. No sub-titulo do artigo lemos ainda, "Alternativa ao Capitalismo na Era da Globalização", e não resisto à tentação de transcrever as suas primeiras linhas, que brilhantemente deixam muito bem transparecer a essência do artigo.

"Não é possível construir uma sociedade de justiça social sem mudança do modelo territorial energético, baseado na sustentabilidade ecológica. A ecologia, como fundamento substantivo da politica e da técnica, torna-se essencial para a alternativa ao paradigma do capitalismo na fase da globalização"

Não faz realmente sentido que se produza em quantidade muito superior aquela que consumimos, gerando uma enormíssima quantidade de resíduos que custam milhões de euros a tratar. No caso dos produtos agrícolas, ainda menos sentido faz, quando milhões de pessoas morrem de fome, sendo que a produção mundial é suficiente para alimentar toda a população mundial. Também não faz sentido que no modelo actual o poder seja cada vez mais concentrado uma vez que os grandes grupos empresariais tendem a aniquilar ou absorver outras empresas.

Dá-me vontade ainda de recordar a frase que sempre acompanha este Blog.

"O Meio Ambiente deve ser mais do que apenas a preocupação, a conservação e a protecção. O Meio Ambiente deve ser a base filosófica para a Evolução da Humanidade e continuidade da Vida no Planeta Terra."

2- A Publicidade é Anti-Ecológica

Este artigo foi publicado em Dezembro de 2004 no Blog Ondas e terá sido traduzido por Alves Silva. O autor original desconheço, mas importa aqui sublinhar antes o assunto do que o autor. É sabido que cerca de 1/4 da população mundial consome mais do que os outros 3/4, o artigo fala que 80% dos recursos naturais são consumidos pelo 1/4 da população mundial, onde também nós nos inserimos. Quanto ao valor de 80% não tenho certeza, mas basta ter a certeza que consumimos mais do que 3/4 do planeta, ai não existem duvidas. Portanto, é evidente que para atingir um desenvolvimento sustentável tempos de consumir muito menos e devemos ter em conta que os outros 3/4 da população mundial também têm direito a se desenvolver pelo que gastarão mais no futuro.

A publicidade é realmente inimiga do Ambiente pois como é muito bem referido no artigo, esta leva ao consumo inútil, para além de representar normalmente o interesse das grandes empresas, ou seja dos mais ricos. O artigo vai fazendo ainda referência à forma como a publicidade nos invade o espaço de forma agressiva e cria a ilusão do Consumo ser uma forma de estar na vida.

Esta é sem dúvida uma excelente peça para reflectir. Lembrem-se principalmente da manipulação a que estão sujeitas as crianças pela publicidade.

3- Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

Finalmente o Manifesto emitido pela Associação Oikos vem demonstrar que em Portugal o fosso entre ricos e pobres se tem agravado, mas eu gostaria de deixar aqui expressa, toda a minha convicção de que Portugal não é caso único. Talvez dentro dos países mais desenvolvidos esta realidade não seja tão evidente, talvez se note mais cá, por sermos dentro dos países desenvolvidos um dos menos desenvolvidos. Mas também na Alemanha, onde vivi recentemente, esse fosso tem aumentado, o desemprego tem aumentado e os salários têm vindo a baixar, contudo a Alemanha ainda no ano de 2004 foi o maior exportador mundial.

E é aqui que se ligam estas três peças. É a produção massiva e sem lógica que se sobrepõe ao desenvolvimento sustentável, a publicidade que nos limita e cria ilusões e o fosso que se agrava entre os que tudo têm e os que nada têm ou vão deixando de ter.

Leiam com atenção as três peças que ajudaram a dar corpo a esta Erva da Semana e digam lá se as três não estão ligadas entre si. Acredito que no no fim a conclusão é simples.

Necessitamos de mudar.

sexta-feira, outubro 21, 2005

Erva da Semana X: Férias de um sonho

Bem-vindos a mais uma Erva da Semana,

Faz agora algum tempo, que recebi um CD, repleto de fotos, tiradas pelo meu Amigo Carlos durante as nossas férias. Foram momentos de relaxamento, de contacto com a natureza, diria mesmo de purificação e não poderei deixar de publicar algumas neste Blog.

Talvez pelo local oferecer tanto, me seja dificil exprimir momentos vividos nos escassos dias que lá passamos. Digo escassos, porque a vontade de todos era de lá ficar.

O Local oferece todas as condições para iniciar um verdadeiro projecto ecológico, vivendo de forma 100% sustentável.

Não faltam castanheiros de quem ninguém cuida, árvores de fruto, vinho e acima de tudo muita terra. O único problema sério é a água, mas isso também seria possivel contornar com a concepção de um sistema de recolha de águas da chuva e com cuidado no consumo de água.

Não me alongarei mais desta vez, quero vos deixar com a fotos a que farei apenas um curtíssimo comentário.

A casa que serviu de local comúm para refeições, conversas, etc...enquanto dormiamos em tendas espalhadas num socalco. As noites quentes, em companhia de boa gente e bom vinho As estrelas, toda a noite a olhar para elas... os bichos,...esses sempre se recusam a sair do paraiso fogo sempre ao longe, dá ainda mais vontade de não abandonar este lugar,...os bichos não o abandonam... o manto da noite que se estende e com ele a orquestra dos sons da noite o relaxamento, o som, o vinho, a terra, ...e muito mais...mesmo e até à próxima,..., que seja para breve

quinta-feira, outubro 13, 2005

Erva da Semana IX: Productividade do Ministério do Ambiente

Meus caros colegas,

Num Post recente foi proposto por este Blog um exercício de avaliação à produtividade do Ministério do Ambiente. Desafiou-se todos os que aqui passam a deixarem os seus comentários e conhecimento existente das actividades do Ministério. Talvez não tenha sido grande a surpresa de verificar que nenhum dos poucos comentários, fez qualquer referência ao trabalho desenvolvido pelo Ministério do Ambiente.

Ainda alimentei a esperança em ter algum auxílio para descortinar o trabalho do Ministério,...tudo ficou pela esperança e nada apareceu. Quando ninguém nos ajuda, como sempre digo, melhor do que ficar à espera é sermos nós a faze-lo. E assim, iniciei a minha pesquisa.

Naturalmente, sentei-me frente ao computador e tentei aceder ao sítio da net mais lógico para obter a informação desejada. O Site do Ministério do Ambiente (www.maotdr.gov.pt).

O site não funcionou e um sentimento de tristeza logo se apoderou de mim. Já noutras alturas tentei aceder ao site e o mesmo se passou, o site chegou mesmo a aparecer com uma cara nova, mas com um conteúdo paupérrimo no que diz respeito à informação. Enfim,… a coisa parece pior do que se imagina.

Bom, como o site do Ministério não funciona, o próximo sitio na Internet fiável para recolher informação sobre a actividade do Ministério do Ambiente é o Portal do Governo, (www.portugal.gov.pt).

Este site funciona e sempre é um sinal que nem tudo no Governo está mal. No Site Portal do Governo podemos então encontrar dentro do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional, alguns comunicados, fruto das acções que têm sido levadas a cabo por este Governo em matéria de Ambiente, e esses comunicados resumem-se às seguintes acções.

1- Resolução do Conselho de Ministros n.º 83/2005 Programa de acompanhamento e mitigação dos efeitos da seca 2005 - (2005-04-19)

2- Resolução do Conselho de Ministros n.º 95/2005 Resolução que cria o Sistema de Reconhecimento e Acompanhamento dos Projectos de Potencial Interesse Nacional (PIN) - (2005-05-24)

3- Resolução do Conselho de Ministros n.º 113/2005 Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água - Bases e Linhas Orientadoras (PNUEA)- (2005-06-30)

4- Resolução do Conselho de Ministros n.º 143/2005 Iniciativa operações de qualificação e reinserção urbana de bairros críticos - (2005-08-02)

Curiosamente, duas acções deste governo de grande relevo para o Ambiente, aparentemente e misteriosamente, o Ministério do Ambiente passa despercebido. Refiro-me concretamente à Estratégia Nacional para a Energia, lançada pelo Ministério da Economia e da Inovação e às Orientações Estratégicas para a Recuperação das Áreas Ardidas 2003 e 2004, da responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento Rural e das Pescas.

Recordo ainda, como foi apresentada a Estratégia Nacional para a Energia, com grande pompa e apinhada de jornalistas, no entanto o Ministro do Ambiente continuou na sombra.

Não me oponho ao facto de não ser o Ministério do Ambiente a conduzir estes dois projectos. Critico no entanto a falta de visibilidade do Ministério do Ambiente nestes projectos, uma vez que são matérias de sua competência e acima de tudo acho que seria bastante positivo ver o ministro a defender e a esclarecer a importância destas duas acções do Governo.

Custa-me a compreender e a aceitar esta ausência, no que diz respeito à reflorestação, quando sabemos que grande parte das áreas ardidas também afectaram grandes áreas de parques naturais do país, onde ICN deveria desempenhar um papel fundamental no processo de reflorestação.

É realmente preocupante todo este cenário, de ausência, e abstenção aparente que existe por parte do Ministério do Ambiente. Lá vamos ouvindo volta e meia qualquer coisa, ... o Sr. Ministro esteve recentemente nos Açores, apareceu no dia do Ambiente, mas muito pouco se sabe, do que pensa, o que pretende, como pensa fazer e quando.

Quem seguiu de perto a forma como o problema da seca foi e tem sido encarado percebe a minha preocupação. A resolução do Conselho de Ministros n.º 83/2005, que cria a Comissão da Seca, para o acompanhamento e mitigação dos seus efeitos, mais parece uma piada, uma vez que nenhuma medida concreta foi imposta.

As câmaras municipais semearam novos jardins em pleno verão e regaram a seu belo prazer, as pessoas lavaram os seus carros estupidamente agarrados ao preconceito do “parece mal”, entre muitos outros comportamentos que deviam ser alterados, quer através da sensibilização, mas também por imposição. Sinceramente Sr. Ministro!!!! Impõem-se ainda saber que medidas irão ser tomadas para reduzir o consumo de água na agricultura, uma vez ser este sector responsável por mais de 80% do consumo de água. É necessário investir em sistemas de abastecimento e rega mais eficiêntes.

A nova Lei Quadro da Água foi finalmente aprovada no dia 29.09.2005, transpondo para o direito português a directiva comunitária, mas continua ser muito pouco.

A dependência energética do país, exige mais medidas, para além do investimento que irá ser feito na energia eólica. As nossas cidades continuam desorganizadas e a serem palco das maiores aberrações urbanísticas, permitindo-se a construção desenfreada. O ICN está de rastos e consequentemente quem sofre mais são as zonas protegidas e as pessoas que vivem nessas áreas.

Se existe Ministério com trabalho pela frente, é o Ministério do Ambiente, basta querer. Começo a sentir legitimidade para pensar que não quer.

Fica a grande dúvida ao ver a ausência do Ministro do Ambiente ao longo destes meses.

Será que para este Governo o Ministério do Ambiente não passa de um apêndice?

sexta-feira, outubro 07, 2005

Erva da Semana VIII: A Minha Pegada Ecológica

Caríssimos,

Já tinha ouvido falar da Pegada Ecológica, mas apenas esta semana passei pelo site Ecological Footprint Quis, para me inteirar verdadeiramente do assunto.

Sem perder tempo comecei a explorar o site e a compreender melhor a relação entre, estilo de vida e espaço.

É realmente essencial conseguir passar a ideia, do nosso estilo de vida estar associado a uma área física de onde provêm todos os recursos que necessitamos/utilizamos diariamente. A iniciativa da Pegada Ecológica é por isso, para mim uma excelente forma de sensibilizar as pessoas para a necessidade de todos fazermos um esforço na alteração dos hábitos que dia a dia nos vão condenando, e caminharmos no sentido de um estilo de vida mais sustentável neste maravilhoso planeta Terra.

A Erva da Semana pretende por isso deixar aqui alguns pontos que poderão ajudar a compreender melhor essa relação entre, estilo de vida e área física que o suporta, assim como algumas ideias de comportamentos que podem ser alterados de forma a reduzir a Pegada Ecológica de cada um.

Deixamos ainda o convite para que cada um deixe em comentário o valor da sua pegada ecológica: (link:Ecological Footprint Quiz). Aproveitem também para ler as sugestões do site.

Abaixo publico os resultados da minha Pegada Ecológica, obviamente tentei ser o mais preciso possível nas minhas respostas.

CATEGORIA - HECTARES GLOBAIS

ALIMENTAÇÃO - 1

MOBILIDADE E TRANSPORTES - 1

HABITAÇÃO - 0. 6

BENS DE CONSUMO E SERVIÇOS - 1.3

VALOR TOTAL DA PEGADA - 3.9

COMO TERMO DE COMPARAÇÃO, A PEGADA ECOLÓGICA MÉDIA EM PORTUGAL É 4.5 HECTARES GLOBAIS POR PESSOA.

MUNDIALMENTE, EXISTEM 1.8 HECTARES GLOBAIS DE ÁREA BIOLOGICAMENTE PRODUTIVA POR PESSOA.

SE TODOS TIVÉSSEMOS UMA PEGADA ECOLÓGICA SEMELHANTE À MINHA, IRÍAMOS PRECISAR DE 2.2 PLANETAS TERRA.

Apesar de ter consciência que não tenho um estilo de vida de acordo com as regras da sustentabilidade, fiquei surpreendido ao verificar o resultado. 2.2 planetas Terra para que todos possam ter o mesmo estilo de vida que eu tenho. Fico ainda mais impressionado de ver que o meu resultado está abaixo do valor médio nacional em 0.6 hectares. Outros países mais desenvolvidos o valor médio consegue ser ainda superior.

Quem realmente está na área ambiental por convicção, sente na pele as dificuldades em ser coerente com as suas ideias. Faço muitos mais quilómetros de carro do que gostaria, não tenho possibilidade de ir trabalhar de bicicleta como gostaria, sendo esta a minha maior causa para um estilo insustentável.

Simplesmente passando a ir trabalhar todos os dias de bicicleta e reduzindo os Km de carro para um valor entre 150-300 km semanais, o valor total da minha pegada ecológica seria de 2.4 hectares, menos 1.5 hectares do que a pegada actual.

COMPREENDER E AGIR

Para o cálculo da pegada ecológica o sistema disponível na Internet analisa 4 factores principais, relacionando cada um deles com uma área, assim temos:

- Alimentação

- Mobilidade e Transportes

- Habitação

- Bens de Consumo e Serviços

Alimentação;

Qual a relação que poderá existir entre o tipo de alimentação que temos e o espaço fisico necessário para a sustentar essa alimentação?

Como podemos contribuir para a diminuição desse espaço fisico necessário?

Estas são algumas das perguntas que poderemos colocar.

"A média a nivel mundial para a Pegada Ecológica da Alimentação é de 0.9 hectares por pessoa, ou seja, cerca de 35% do total da Pegada."

Não será difícil compreender que uma vaca necessita de mais espaço do que uma couve. Pode parecer ridícula a comparação mas ajuda a perceber, que por exemplo, comendo mais carne estamos a aumentar a nossa Pegada Ecológica, ou espaço necessário para suportar a nossa alimentação.

Uma das formas de reduzir esta área será a de ingerir proteínas de origem vegetal em vez de animal.

Também se dermos preferência a produtos de origem local e desenvolvidos sem recurso a pesticidas estamos a contribuir para a redução da nossa Pegada Ecológica, reduzindo o impacte ambiental associado à produção e transporte dos produtos alimentares.

Ainda outra possibilidade para aqueles que têm jardim em casa é a de produzir composto, dessa forma reduzem a quantidade de resíduos produzidos e obtêm fertilizante para as suas plantas e jardins.

Mobilidade e Transportes;

"A média a nível mundial para a Pegada Ecológica da Mobilidade e Transportes é de 0.3 hectares por pessoa, cerca de 11% do total da Pegada média global."

Convém ter em mente que este valor no Mundo Ocidental é muito superior. Eu próprio, obtive um valor de 1 hectare.

Será aqui também interessante verificar, ou até deixar em comentário, o vosso valor.

A melhor forma de reduzir o peso do transporte na Pegada Ecológica é sem dúvida andar a pé e de bicicleta, seguindo-se a utilização de transportes públicos e finalmente tentar partilhar o carro.

Andar de carro sozinho e andar de avião, são as formas de transporte que mais energia consomem por pessoa e só limitando o seu uso conseguiremos reduzir em boa parte a Pegada Ecológica.

Habitação;

A habitação é essencial para a redução da Pegada Ecológica uma vez que ela consome grande parte da energia que necessitamos, tanto na sua construção como durante a sua utilização.

É por isso necessário que as construções sejam pensadas de forma a serem mais eficientes energeticamente.

Devemos escolher electrodomésticos também mais eficientes energeticamente e se possível reduzir o numero de aparelhos eléctricos em casa.

Também aqui se impõe a necessidade de estar atento para alteração de alguns hábitos como desligar todos os aparelhos, sempre que não sejam necessários, trocar as lâmpadas por lâmpadas de baixo consumo, ter bom isolamento térmico, etc... Idealmente devemos recorrer ao aquecimento de água por energia solar e projectar as casas de forma a estas poderem tirar também partido da energia solar para que estas sejam mais quentes no Inverno.

O bom disto tudo é que depois de investirmos algum dinheiro as contas de luz e gás começam a baixar, o que é sempre agradável.

Bens de Consumo e Serviços;

Todos os bens e todos os serviços implicam uma necessidade de energia, tanto em deslocações como em materiais.

Devemos por isso tentar coordenar, o melhor possível, as nossas acções, optimizando idas às compras e outros afazeres…e escolhendo com cuidado o que compramos. A biodegradabilidade dos materiais usados em bens de consumo e a energia necessária para produzir esses mesmos bens são factores a ter em conta.

Existem sem dúvida alguma um enorme número de pequenas acções que podemos fazer para que possamos individualmente contribuir para um estilo de vida mais sustentável e mais amigo do ambiente. Pecamos muitas vezes pelo comodismo e pela falta de esperança.

Pessoalmente sou um fiel crente do poder do indivíduo é que só através da mudança individual se originam mudanças em massas.

Um bom fim de semana a todos,

Comunidade Portuguesa de Ambientalistas
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