quarta-feira, julho 27, 2005

Solariso Contra a Solução Nuclear

Mais uma vez encontra-se online uma sondagem sobre a construção de uma central nuclear em Portugal.

A Sondagem está disponivel no site Portal Ambiente Online.

Mesmo que a sondagem tenha pouco significado, não deixe passar a oportunidade de expressar a sua vontade de preservar Portugal sem Centrais Nucleares.

DIGA NÃO AO NUCLEAR

Para os que ainda vão tendo dúvidas fica aqui uma lista de alguns acidentes:

1952 Dec. 12, Chalk River, nr. Ottawa, Canada
1957 Oct. 7, Windscale Pile No. 1, north of Liverpool, England
1976 nr. Greifswald, East Germany:
1979 March 28, Three Mile Island, nr. Harrisburg, Pa.:
1986 April 26, Chernobyl, nr. Kiev, Ukraine
1999 Sept. 30, Tokaimura, Japan
2004 Aug. 9, Mihama, Japan

O Blog Solariso disponibiliza informação sobre os consumos de água de diferentes tecnologias de produção de electricidade. Numa altura em que se fala em poupar água...

Fonte: http://www.rmi.org/

No artigo 4º da Lei de Bases do Ambiente, Lei N.º 11/87 de 7 de Abril,

Objectivos e Medidas A existência de um ambiente propício à saúde e bem-estar das pessoas e ao desenvolvimento social e cultural das comunidades, bem como à melhoria da qualidade de vida, pressupõe a adopção de medidas que visem designadamente:

...

h) A definição de uma política energética baseada no aproveitamento racional e sustentado de todos os recursos naturais renováveis, na diversificação e descentralização das fontes de produção e na racionalização do consumo;

- Realço a negrito as partes que considero importantes que se faça uma reflexão.

A energia nuclear baseia-se num minério, logo não é uma energia renovável. Desta forma é legitimo por em causa a racionalidade e sustentabilidade de uma central nuclear. Também segundo a alinea h) da nossa Lei de Bases do Ambiente deve-se previligiar a descentralização, parecendo-me que a construção de uma central nuclear capaz de produzir cerca de 30% da energia nacional seja um processo de centralização do que antes de descentralização.

Fica aqui mais uma nota que considero relevante para que não se construa uma central nuclear, desta vez com argumento da legislação portuguesa.

27 Comments:

At 6:59 da tarde, Blogger APOBO said...

E não desistem! Enquanto noutros países, mais desenvolvidos, se abandona a opção do nuclear (vide a Alemanha, onde estão a encerrar uma por ano...) aqui quer-se começar a sua construção. É isto! Há que persistir nos 50 ANOS DE ATRASO!!! Quem nos livra desta cambada???

 
At 5:00 da tarde, Blogger APOBO said...

Ah!... Esqueci-me de dizer que votamos mais um não. De qualquer forma é preocupante a percentagem de votos a favor... O que se passa com as pessoas deste país?

 
At 4:11 da manhã, Anonymous Pita said...

Sou uma pessoa muito ecologista e com preocupações e acções ecológicas no meu dia-a-dia. Estou por isso aqui à vontade para escrever e não me sentir parte interessada ou envolvida com qualquer das partes, apenas desejo o melhor e mais eficiente para o país, para resolver um grave problema do país.
Acho que temos finalmente que perceber que o problema da dependência energética é muito grave para o país (85% da energia consumida em Portugal é importada).
Como é que podem para aqui vir com argumentos pessoas que nada percebem do assunto?!?!!? A Alemanha e outros países estão a fechar, sim, e daí? A França (cerca de 50 centrais nucleares com um produção energética a 78% nuclear e 12% hídrica) e Finlândia estão a abrir. Estes países não são bons exemplos?
A energia nuclear é mais barata 28,4€ Mwh contra 35€ no gás e 33€ no carvão, menos poluente, a emissão de gases com efeito de estufa é de 1,7t/hab/ano em França contra uma média na UE de 2,31t/hab/ano, sendo 2,82t/hab/ano e 2,51t/hab/ano no Reino Unido e pior ainda nos EUA, 5,41t/hab/ano.
A nossa dependência energética é muito grave e preocupante, não só do ponto de vista financeiro (cerca de 6 mil milhões de USD em 2004, com matérias-primas, seguros, transportes etc...) como ecológico (6 milhões de toneladas de carvão 3 milhões de toneladas de gás natural importados), mas também estratégicos e de autonomia nacional. Temos também e sobretudo um grave problema de ineficiência energética, i.e., desperdiçamos muita energia (cerca de 50%).
Perigos?!?! Claro que há perigos, há perigos em tudo, mas também há soluções (ver link mais abaixo). Querem falar de Chernobyl? E eu falo-vos das centenas de centrais que há pela Europa e Mundo fora (441 no mundo) e que nunca tiveram qualquer problema de maior. Mais, caso não saibam, a poucos kms da nossa fronteira com Espanha, existe uma central nuclear que, em caso de problema, trará para cá todos e quaisquer problemas e danos, não se deterá pelos limites territoriais daquele território.
Não só do ponto de visto ecológico, económico, social como nacional, uma central nuclear ajudará a resolver muitos problemas. Sabem quanto custa por ano importar petróleo e outras matérias fósseis para Portugal? Não falo só de custos económicos, mas também ecológicos, de sinistros (milhares de camiões nas nossas estradas, ou marítimos, lembrem-se do “Prestige”). E depois, não sabem o que se está neste momento a passar pelo médio-oriente? Com as influências de algumas famílias americanas e árabes sobre o petróleo que nos envolvem a todos nestas guerras. Será que não percebem que está tudo ligado?
As eólicas, fotovoltaícas e as hídricas (entre outras fontes de energias renováveis) são muito bonitas, mas têm noção da quantidade de aerogeradores e demais para suprir as necessidades energéticas deste país? As cerca de 2000 torres previstas no concurso lançado ontem (26 Jul) para os cerca de 1700 MW até 2010 talvez produzam cerca de 30% a 35% das nossas necessidades energéticas, isto para além do impacte ambiental e visual que também trazem. Olhem para o que se passa ao longo da A8, e estamos apenas no início. E não se esqueçam que essas energias estão dependentes de outros elementos naturais como o vento, a chuva, o sol (entre outros) e por isso não produzem 24h/dia.
Não sejamos utópicos e obtusos, não falemos de temas que não dominamos e não nos deixemos levar por populismos e mediatismos, não estamos aqui para defender os interesses de empresas e governantes, essa gente é-nos indiferente, devemos querer antes de mais o que melhor for para o país.
Essa decisão terá que ser cientificamente comprovada e fundamentada, e não baseada em fases políticas e interesses empresariais.
Aproveito para deixar aqui dois bons links com muita e boa informação sobre um especialista na matéria e uma entidade energética credenciada.
Como vêem, nem tudo é mau na energia nuclear, nem tudo é bom nas outras fontes de energia, e nem abordei aqui mais aprofundadamente as questões sociais e económicas com os impactos que a construção de uma central destas tem sobre o território onde se insere.
Obrigado e informem-se. Espero de certa forma contribuir para isso.
A propósito, preocupemo-nos também com a reflorestação do país, mas não com pinheiros e eucaliptos que não são adequados para o nosso clima e solos, mas antes sobreiros e oliveiras. Só quero relembrar que há cerca de 60/70 anos também a Argélia era verde, hoje é um enorme deserto.
Boa sorte Portugal.

http://www.seleccoes.pt/Revista/detalhe.asp?tipo=detalhe&ID=4401&pag=%092&area=16
http://www.cea.fr/fr/sciences/nucleaire_2.htm

 
At 10:11 da manhã, Blogger APOBO said...

Pois, Pois!!!... Felizmente, hoje, para a generalidade da população não é necessário ser "doutor" para perceber os riscos e malefícios da energia nuclear. (Basta dizer que não há solução para os resíduos letais produzidos pelas centrais... que se irão manter letais por vários séculos...). Mas, enfim, para tentar dar um ar mais credível à nossa opinião aqui fica este artigo, para quem quiser saber o porquê do nosso não.
http://quercus.sensocomum.pt/pages/defaultArticleViewOne.asp?storyID=1269

 
At 10:38 da manhã, Blogger Solariso said...

Falemos então da diminuição da dependência energética do país.
Para a construção de uma central nuiclear;

-A tecnologia tem de ser toda importada;
-O know-how e mão de obra qualificada tem de ser importada;
-O Urânio tem de ser enriquecido no estrangeiro e claro que isso também custa dinheiro;
-Os residuos produzidos têm que ser armazenados no estrangeiro, também isso tem custos.

Parece-me também que a solução não está no aumento da produção mas no aumento da eficiência e redução do consumo energético do país. (Acreditem que é possivel)

Quanto aos argumento a favor da Central Nuclear, esses conheço de cor e salteado, mas continuo a ser contra. Aliás, sou antes a favor da aposta noutras tecnologias.

Parece-me que o "sou muito ecologista", nem sempre é esclarecedor do que é desenvolvimento sustentável. Sustentável, é a energia que Sol dá, mesmo que não esteja presente 24 horas por dia, ou o vento, mesmo que irregular, as ondas, a biomassa, a valorização de matéria orgânica, a valorização energética dos residuos sólidos urbanos.

Não me parece que os interesses de um grupo mascarado de investidores vá resolver o problema energético do país com uma central nuclear.

Mas cada tolo com a sua mania, já dizia a minha avó.

 
At 4:13 da tarde, Anonymous Pita said...

O que diz é verdade, mas para mim tem o defeito que têm a generalidade dos "pseudo-ambientalistas" e activistas, são exagerados, intolerantes e obtusos. Fecham-se nas suas opiniões e não mais abrem as palas. Citar fontes da Quercus para mim têm o valor que têm dado serem tendenciosos e eliminarem à partida certas opções, mesmo sem cientificamente, economicamente, socialmente e ecologicamente comprovados. Ficam-se por percepções e opiniões formadas. Os comentários irónicos ("Mas cada tolo com a sua mania, já dizia a minha avó" - "sou muito ecologista") só demonstram isso, pois nem sabe quem é o seu interlocutor. Fica fechado na sua redoma e pouco mais adianta.
Queria só referir que eu próprio cito as energias alternativas e que o problema não depende só do vento, sol, ondas.... como também da quantidade de investimento e espaço para se conseguir energia suficiente para ser vista e utilizada.
Não vale a pena manter aqui um discurso coerente pois as opiniões estão formadas e fechadas.
Que o melhor para Portugal seja a opção escolhida.

 
At 4:15 da tarde, Anonymous Reis said...

Em 53 anos, 7 acidentes dos quais apenas um de registo sério e grave. Mais, há 50 anos as tecnologias não eram o que são hoje e a segurança está cada vez melhor. Párabéns pelos argumentos.
Agora falemos de petroleiros que se afundam e matam milhares de aves e peixes, deixam pessoas no desemprego, custam milhões, têm impactos ambientiais monstruosos... No more comments.

 
At 5:22 da tarde, Blogger Solariso said...

Bom, óptimo, excelente...
Estes são alguns dos adjectivos para classificar este Post, porque finalmente parece que este Blog está a dár frutos. Isto é, cria discussão, cabendo a mim defender os pontos de vista do Blog que obviamente são os meus.

1º- Não são 7 acidentes em 53 anos, são alguns dos acidentes mais conhecidos.

2º-O Blog Solariso nunca defendeu a utilização de petróleo.

3º-Conheço muito bem as vantagens da energia nuclear e admito mesmo que os argumentos a favor da energia nuclear são bastante fortes, no entanto continuo a preferir que o Mundo fosse um lugar livre de centrais nucleares.

4º O Blog Solariso não defende soluções impossiveis, mas sim um sistema complexo de aproveitamento de recursos energéticos disponiveis em quantidades suficientes no país.

Recordo que:
-o aproveitamento energético a partir da Biomassa, trás beneficios inegáveis para o país, pois implica uma melhor gestão das florestas, incluindo a sua limpeza e consequentemente criando emprego em todo o território.

-o aproveitamento da energia solar fotovoltaico, estimula o investimento privado e fomenta o aparecimento de empresas que exigem mão de obra qualificada para a instalação e manutenção dos paineis solares.
Aqui temos; criação de empreso, desenvolvimento empresarial e o estado não necessita de investir.

- quanto à energia eólica, penso que estamos no caminho certo,

- a energia das ondas tem vindo a ser desenvolvida e Portugal está na linha da frente com as primeiras centrais de teste em funcionamento. Com a extensa costa o potencial é enorme. Mais uma vez cria-se emprego que exige mão de obra qualificada.

- a valorização energética dos residuos sólidos urbanos. Porque razão havemos de enterrar milhões de metros cúbicos de residuos quando podemos reduzir esse volume pela combustão e produzir energia?

Tenho dificuldade em perceber que o Nuclear seja a solução, a biblia sagrada que vai salvar o povo português de se afundar na dependencia do petróleo. Tenho dificuldade em perceber porque vejo outras possibilidades que ao contrário da energia nuclear criam mais emprego e estimulam mais a ecónomia, sendo que o estimulo pode ser a nivel nacional e não apenas na região onde se instalará uma central nuclear. Tenho realmente bastante dificuldade em compreender...que se defenda a construção de uma central de energia nuclear como se tratasse do Sagrado Graal.

Obviamente que podemos viver com uma central nuclear por perto. Eu já vivi bem perto de uma e gostava de saber quem consegue viver ao lado de uma central nuclear sem se interrogar constantemente sobre o dia em que algo poderá acontecer. Talvez fizesse bem viverem perto de uma central nuclear para sentir o peso da questão.

Depois meus caros. Uma central nuclear também tem o seu impacto ambiental, nomeadamente a nivel das águas. É que como devem saber a quantidade de água necessária é astronómica. Em segundo lugar tem um impacto bastante significativo a nivel do ecossistema aquático uma vez que a temperatura da água aumenta siginificativamente. Isto influência toda a cadeia alimentar de todos os seres vivos, começando por algas, microorganismos, macroinvertebrados, etc...

Por isso o pseudo-ambientalista que assume e é consciente dos fortes argumentos a favor da energia nuclear continua a dizer NÃO AO NUCLEAR, simplesmente porque os seus pseudo-conhecimentos, implicam uma visão alargada sobre as potencialidades de um país em resolver os seus problemas energéticos de uma outra forma.

Meus caros, afinal é tudo uma questão da estratégia que se escolhe para atingir um fim.

Talvez se compreenderem a ideia que já tenho defendido neste Blog sobre sistemas descentralizados, possam ver onde quero chegar.

Só para acabar e para marcar o espirito deste "debate", deixo registado o meu prazer pelas pequenas picardias que vão dando a pimenta e o sal ao Blog.

Continuem que eu apoio

 
At 7:22 da tarde, Anonymous Pita said...

Olá todos,

Antes de mais, se dei a entender qualquer posição em relação ao blog, foi erro meu, pois não estou aqui para ofender ou julgar quem quer que seja.
Critico mais o sentido agressivo e obtuso de muitos pseudo-ambientalistas que são exagerados e muito pouco fundamentados naquilo que dizem. Não dão soluções, mas ilusões.
Não sou pro-nuclear. Só não fecho as portas a todas as alternativas.
Quando falamos em energia solar e eólica, convém saberem que a REN compra-as às entidades privadas produtoras das mesmas, a um preço mais elevado do que depois as revende aos particulares, i.e., subsidiação - pois ambas estas tecnologias são muito caras para o retorno do investimento.
A energia das ondas parece uma boa alternativa bem como o correcto aproveitamento dos resíduos.
Quando se fala em alterações no ecossissitema das nucleares, falem também do que acontece nas hídricas, pois existe igualmente impacto alterações muito fortes.
Quanto a morar perto de uma central, procurem na net um mapa da área de influência da nuvem do acidente de Chernobyl e verão que quase chegou a França, daí o perigo da vizinha Espanha.
Resumidamente, só quero dizer que não sou pro-nuclear, sou pró-independência energética do país e redução da importância do petróleo pois tem além de impactos ambientais gravíssimos, é um bem a prazo e responsável por muitos males e guerras actuais, defendendo interesses de algumas centenas de famílias no planeta. Vejam os resultados trimestrais/semestrais das maiores petrolíferas do mundo, rondam os 5/7mil milhões de €!!!
Depois, não estou aqui para ofender ninguém, mas sim defender opiniões e o termo "pseudo-ambientalista" não se dirige para alguém em especial do fórum.
Acho que é muito bom promovermos o debate e que isto se apimente um pouco, mas dentro das regras de respeito pelas opiniões.
Dêem-me argumentos válidos que eu estou aberto a tudo, não estou fechado no nuclear.
Cumprimentos energéticos!!

 
At 12:09 da manhã, Anonymous Pita said...

E já agora, para democratizar um pouco o blog, seria interessante não só publicar os comentários que interessam aos moderadores do blog na primeira página, mas também os que ficam abandonados em "comments" e que são de outra opinião. É um pouco de justiça na questão e um estímulo para o diálogo entre todos lados.
Outra questão, como sabem, a REN compra a energia às entidades produtoras privadas e por sua vez revende à EDP ou Iberdrola. Estas empresas são as únicas empresas (creio eu, pode ser que existam mais) que revendem electricidade ao consumidor final, particular e empresarial. É só um esclarecimento pois o meu post anterior, para quem não está a par de tudo, pode gerar confusão.
Obrigado.

Cumprimentos energéticos

 
At 10:15 da manhã, Blogger APOBO said...

Ah! Afinal já não é pro-nuclear! Ninguém diria ao ler o primeiro "post"... Independentemente de hoje ser "ponto assente" que a energia nuclear não é opção de futuro (por isso se estudam cada vez mais outras opções), há uma coisa que se chama "desenvolvimento sustentável". Este tipo de desenvolvimento, que muitos "pseudo-ecologistas" procuram e defendem tem como objectivo a procura de um mundo melhor, não dependente de indústrias pesadas; nucleares; químicas; de armamento ou à base de combustíveis fósseis, os quais puseram o mundo na situação actual... à beira da catástrofe, em que os povos do hemisfério norte vivem à custa dos do hemisfério sul. Por isso há "pseudo-ecologistas" que trabalham diariamente em coisas tão simples como bio-energia; energia eólica; hídrica; solar; bio e eco-construção; bio-agricultura...etc; etc e que sabem que com a "industrialização" desenfreada e o modelo falido que se teima em persistir se afectam sobretudo os países menos desenvolvidos. Por isso, para além de tudo isto há factores éticos, de justiça e de humanidade que também têm de ser pensados por quem não tem a cabeça formatada apenas por cifrões...
[O exemplo citado da QUERCUS, independentemente dos tendenciosismos ou o que quer que seja, é explícito, legítimo e assecível ao cidadão comum, que é o que se pretende...].

 
At 12:29 da tarde, Anonymous Pita said...

Nunca fui pró-nuclear, sou pró-solução sustentável e comprovada. Mas como refiro antes, não estou fechado a ouvir todas as opiniões e argumentos a favor e contra cada solução. Não digo não só por ter crescido a ouvir dizer mal do nuclear.
Existe um problema com várias soluções, cada uma com aspectos e impactos mais negativos e outros positivos.
Continuo a achar que nada me adiantou, pois falar-me em desenvolvimento sustentável, em energias que já citei várias vezes e nas pesquisas dos "pseudo-ambientalistas", é manter-se no domínio do lírico e nada acrescentar de concreto e científico à discussão. É por estes motivos que a credibilidade dos tais "pseudo-ambientalistas" esvai-se sempre que falam pois não adiantam nada de concreto.
Estamos hoje em dia perante uma população cada vez mais informada, formada e esclarecida, que não quer basear-se em sentimentos, opiniões, textos e factos "românticos" sem nada de concreto, mas querem antes números e estudos verdadeiros com dados e testes, baseados em acontecimentos e factos concretos e não juízos de valor.
É por isso que pessoas interessadas aceitam debater todas as soluções possíveis, baseadas em números e estudos científicos e não em dogmas humanos, fechando-se em redomas e em princípios muito bonitos, mas utópicos pela própria característica do ser humano, como falar em desenvolvimento sustentável e vir aqui acrescentar a “terrível” guerra e o quão más são as pessoas do hemisfério norte em relação às do sul (devo considerar que existem excepções à regra).
Estamos a falar de energias, não viremos o assunto para um ponto filosófico porque de nada adianta à discussão. Também o comunismo no seu princípio teórico é muito bonito, mas aplicado à realidade humana, exceptuando casos como Kibutz ou tribos de alguns pontos do globo, é impossível pois o humano por natureza é egoísta e destruidor.
Convença-nos e dê-nos argumentos factuais, não juízos de valor.
Cumprimentos energéticos.

 
At 6:24 da tarde, Blogger Solariso said...

Só um último comentário antes de entrar em férias.

Nestas coisas do Ambiente ou se é a favor do nuclear ou se é contra.
Eu sou absolutamente contra, apesar de estar consciente sobre os argumentos que falam a favor da Energia Nuclear. Mas é uma questão de nos definirmos como pessoas.
Sou contra e lutarei contra qualquer intenção de ser construida uma central nuclear em Portugal.

Bem sei que em Espanha existem centrais nucleares e bem sei que em caso de acidente também seremos afectados, mas isso não é razão para dizer. Risco por risco, então deixe-se lá construir uma central em Portugal.
Se os espanhois têm Centrais Nucleares eles é que têm de lutar contra elas, ou viver com elas.

e é só...

 
At 8:52 da tarde, Anonymous Rui L. said...

Na página principal do blog q dá acesso ao debate só falam nos acidentes nucleares dos ultimos 50 anos? Pq não dizem q tipo de acidentes foram e as consequências q tiveram, pq não comparam com outros acidentes noutros tipos de centrais (Gasodutos, centrais térmicas, a gás, eólicas, solares etc. Ou com outras obras q tb têm muitos acidentes!) Interessa identificar se os acidentes dos últimos 10 anos, e não 50 onde a tecnologia já nada tinha a ver com a actualidade, libertaram radioactividade ou não. Dizem q aquece as águas e mata os peixes!! E as hídricas será q tb não perturbam os peixes e os ecosistemas. Talvez até com o aquecimento das águas podiam-se abastecer as populações q não precisariam de gastar tanta energia a aquecer água ;) E provavelmente existem outras espécies de peixes q se darão bem com águas mais quentes!! E pq raio acham q a nuclear não iria criar tanto emprego como as outras tecnologias. E a energia da biomassa e das ondas, etc, não exige pessoal especializado importado tb!! E pq acham q será mais caro importar pessoal quando há centenas de pessoas dos países de leste com formação superior e especialistas nas mais diversas áreas tecnológicas q não se importariam de vir para Portugal a custos ainda mais reduzidos do q os nacionais!! E haveria mais q tempo de dar formação especializada a muita gente durante o tempo de licenciamento e construção de uma eventual central nuclear!! E como podem dizer q não defendem o petróleo. Só arranjando soluções idealistas não estão a fazer mais q defendê-lo uma vez q não apresentam uma alternativa para a eliminação da nossa dependência! Biomassa e ondas é bonito sim senhor, mas apresentem números, não ilusões!! E estas soluções, a serem possíveis não serão mto mais caras? Temos bastante urânio em Portugal na zona centro, basta averiguar um pouco!

A energia solar tem potencial mas além de ficar muito cara, é insuficiente e mais uma vez tb precisa de ser armazenada pq de noite não existe e em dias encobertos a produção desce bastante!!

Essencialmente o que gostaria é que me provassem q é viável suprimir as necessidades energéticas com as alternativas q apresentam. E mais... não venham com ilusões de reduzir o consumo de energia pq isso é utópico, cada vez se gastará mais pq portugal até é dos países em q os consumidores gastam menos energia no conforto dos lares, com o acréscimo dos ares condicionados e afins cada vez se gastará mais energia. A indústria tb precisa de enrgia barata. E provem tb q as energias alternativas q propõem têm um custo suportável. Como devem calcular quem paga as energias alternativas como a eólica, por exemplo, são os contribuintes pq se não fosse o estado a financiar não haveriam empresas privadas a investir. É que para quem não sabe o valor que pagam pela energia em casa é mais barata do que os produtores privados recebem por ela da EDP. Quem paga a diferença é o estado, ou seja, o contribuinte! Eu tambêm gostava muito de poder viver só com paz e amor, e receber o ordenado em miminhos e ser feliz assim mas infelizmente viver custa dinheiro!!

Obrigado por este debate!!
Espero que possa esclarecer pessoas que pensam que energia nuclear=chernobyl=desastre!!´

Cumprimentos!

 
At 9:03 da tarde, Anonymous José Maria Felgueiras Cabral said...

PORQUÊ TANTO MEDO? Afinal, se a energia nuclear fosse tão perigosa como se crê, não estaria a França, que tem 59 reactores que fornecem 78% da energia gasta pelo país, gravemente poluída e sem hipótese de salvação? Mas não é esse o caso; muito pelo contrário. O campeão mundial da energia nuclear vive em segurança e a sua saúde é uma das melhores do Mundo. Bruno Comby, um cientista nuclear que fundou a organização Ambientalistas Pela Energia Nuclear, com 6000 apoiantes, afirma que a energia nuclear barata utilizada pela França reduziu a poluição de dióxido de carbono de origem industrial em cerca de 90%.
Quando rebentou um tubo de vapor numa central nuclear japonesa em Agosto de 2004, matando quatro pessoas, o caso foi notícia de primeira página em todo o Mundo, com o título de acidente «nuclear», embora nada tivesse a ver com energia nuclear. Duas semanas antes, morreram 24 pessoas e mais de 130 ficaram feridas na explosão de um gasoduto na Bélgica. Mas esse acidente pouco eco teve fora das fronteiras do país.

Quando se queima combustível nuclear num reactor, produzem-se desperdícios radioactivos, que têm de ser tratados em segurança. A armazenagem e a eliminação desses desperdícios não têm de ser complicadas. A grande vantagem da energia nuclear é justamente o facto de produzir tão pouco lixo, e os Verdes que a combatem devido a isso mostram-se pouco razoáveis.

 
At 9:16 da tarde, Anonymous Ribeiro da Silva said...

Pensando-se a médio prazo, ou seja, 15 a 20 anos, a central nuclear poderá vir a justificar-se para reduzir a dependência petrolífera e as emissões provocadas pelos transportes. Como? "O petróleo utilizado esmagadoramente nos transportes, sector que mais cresce em Portugal e no mundo e que muito contribui para as emissões de CO2, pode vir a ser substituído por hidrogénio. Ora o hidrogénio não se apanha na natureza, tem de ser produzido se vier a ganhar a guerra, tornando- -se um combustível. E se em simultâneo se conseguir estabilizar a tecnologia dos reactores nucleares, designados de HTTR, concebidos para produzirem hidrogénio, então o cenário contra o nuclear pode mudar." Assim, uma central nuclear a produzir electricidade e hidrogénio pode ter impacto na redução da dependência petrolífera nacional e na factura energética.

 
At 4:09 da tarde, Anonymous Pita said...

Vejam como é bom conhecer os dois lados da barrigada e não fechar-se numa redoma de preconceitos: http://dn.sapo.pt/2005/08/01/opiniao/tabu_nuclear.html

Cumprimentos energéticos.

 
At 7:00 da tarde, Blogger APOBO said...

Um dos problemas principais, senão mesmo o principal, da energia nuclear são os resíduos. Continua sem se saber o que fazer com este tipo de lixo, altamente letal e que irá continuar activo (e letal!!) por séculos e séculos... Ainda ninguém me explicou o que se faz com este lixo. Envia-se para os países do "terceiro mundo"? (não é anedota, é uma possibilidade já formulada...); mete-se em caixotes (de duvidosa segurança) no fundo do mar ao largo dos Açores ou nas fossas abissais?; utiliza-se em armas (o célebre "urânio empobrecido") que têm sido rico em causar baixas nas guerras actuais? (ex-juguslávia; guerra do Golfo e invasão do Iraque). Qual é a solução?

 
At 5:45 da tarde, Anonymous Pita said...

Está no artigo cujo link deixei no 1º post:
"TODO O LIXO ALTAMENTE RADIOACTIVO produzido no Reino Unido ao longo de 50 anos de operações nucleares civis não ocuparia mais do que um cubo de 10 m de lado – aproximadamente o tamanho de uma casa pequena.
Porque nos preocupamos tanto com esse pequeno cubo? Não é nada, em comparação com os 13 700 km3 de dióxido de carbono produzido pela queima de combustíveis fósseis – quantidade suficiente para cobrir mais do que a área total das Ilhas Britânicas com uma camada de 10 m de lixo todos os anos.
É verdade que os desperdícios nucleares levam muito tempo a decompor-se, mas a radioactividade mais perigosa desaparece ao fim de poucos anos; não demora centenas de milhares de anos, como os Verdes afirmam. Muito do lixo restante pode ser devolvido ao ciclo de combustível e reprocessado."

 
At 6:45 da tarde, Anonymous Francisco Sarsfield Cabral said...

"O preço do petróleo vai por aí acima, mas continua a ser tabu falar sequer do nuclear", escrevia Alain Minc no Monde de 21 de Julho. Minc vê neste tabu um efeito do "politicamente correcto". Por cá, o empresário P. Monteiro de Barros levantou a hipótese de construir uma central nuclear e logo o Governo, horrorizado, rejeitou liminarmente a ideia. Ora a tão louvada energia eólica é, afinal, bastante mais cara do que outras fontes de energia, incluindo a nuclear, como disse o Prof. Luís Cabral no programa Diga Lá Excelência. Em França quase 80% da electricidade têm origem nuclear.

O nuclear satisfaz hoje 6% das necessidades energéticas mundiais. A actual produção de electricidade de origem nuclear é quatro vezes superior à de 1978, com relevo (por ordem decrescente) para os EUA, França, Japão, Alemanha, Rússia e Reino Unido. Mas a produção nuclear seria bem maior se não tivesse ocorrido a tragédia de Chernobyl, na Ucrânia (1986), e a avaria na central americana de Three Mile Island (1979). Nos EUA não se constrói um reactor há 30 anos. Schroeder, coligado no Governo com os Verdes, decidiu o fecho progressivo das centrais alemãs.

Um motivo de peso para a recusa da energia nuclear é ainda não haver solução fiável quanto ao lixo radioactivo. Em contrapartida, avançou-se na segurança das instalações. A energia nuclear é barata e favorece o ambiente, não provocando o aquecimento do clima. Há, pois, que pôr termo ao tabu. Não para logo decidir a construção de uma central nuclear, mas para analisar friamente os prós e os contras (um tipo de exercício, é certo, a que o Governo actual parece alérgico). Tendo em conta, como lembrou L. Cabral, as centrais que em Espanha estão junto a rios que desaguam em Portugal. Dos riscos ambientais dessas já não nos livramos.

 
At 9:58 da manhã, Blogger APOBO said...

É por isso que há que lutar também contra essas centrais ibéricas e é(também) por isso que há que evitar outros riscos!!!... Ou não será assim? Ou será mais correcto pensarmos que já que vivemos "atolados" no lixo há que nos "afogarmos" nele?

 
At 10:49 da manhã, Blogger APOBO said...

É inacreditável como se consegue pensar que o problema é o tamanho do lixo nuclear! O problema não é o tamanho, mas sim as suas potenciais consequências. Vivemos sentados numa bomba e não a queremos desarmar...Pior, neste momento já nem sequer sabemos como a desarmar!

 
At 11:13 da manhã, Blogger APOBO said...

Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

 
At 11:18 da manhã, Blogger APOBO said...

Já agora aqui fica mais um endereço para se saber algo mais sobre a ameaça nuclear. (Pois, pois... já sabemos que estes é que são os tendenciosos. Experimentem ver, mesmo assim. Terão muito que pensar e rebater os apologistas do nuclear...).
http://www.greenpeace.org/international/campaigns/nuclear

 
At 12:48 da tarde, Blogger APOBO said...

Gostaria apenas de lembrar, agora que se completam sessenta (60) anos após o lançamento das bombas atómicas de Hiroxima e Nagasáqui, que durante o último ano morreram ainda no Japão milhares de pessoas em consequência desse acto tresloucado... Relembro ainda que as armas nucleares continuam a não ser aceites no Japão e que só os EUA detêm cerca de 10.000. (É algo mais para os defensores do nuclear pensarem.)

 
At 12:48 da tarde, Anonymous  said...

De um dos fundadores do Greenpeace: http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2006/04/14/AR2006041401209.html

E um pequeno ponto: comparar uma central a uma bomba nuclear é um erro crasso (embora muito comum) e só demonstra profundo desconhecimento da tecnologia nuclear. Uma central nuclear não é e nunca terá o comportamento de uma bomba de fissão.

 
At 11:22 da manhã, Blogger Solariso said...

Uma metáfora caro amigo, metáfora!!!

 

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